Todas foram abertas e conferidas. Cada uma aparece na página do peixe a que se refere.
Gomeiro, L. M., Villares-Junior, G. A., & Naous, F. (2008). Pesca experimental do tucunaré. Revista Brasileira de Engenharia de Pesca, 4(2), 11-19.
O que diz: Pesca experimental de tucunaré-amarelo em lago artificial em Leme-SP. Mediu tipo de isca, ação e cor entre as variáveis: as capturas foram maiores do fim do verão ao início do outono, entre 9h-12h e 13h-15h, com céu aberto e vento.
O que não diz: Os resultados são daquele estudo e daquele lago. Não mostram que o mesmo se repete em qualquer lugar, e não valem automaticamente para os outros tucunarés.
Ver a fonteVillares Junior, G. A., & Gomiero, L. M. (2010). Feeding dynamics of Cichla kelberi introduced into an artificial lake in southeastern Brazil. Neotropical Ichthyology, 8(4).
O que diz: Dieta dominada por peixe. Tilápia jovem predomina na primavera e no começo do verão; no verão e no início do outono aparece canibalismo, quando a presa alternativa escasseia.
O que não diz: É estudo de dieta em lago artificial no Sudeste, não estudo de captura. Mostra que peixe pequeno é comida natural dele; não diz que isca viva rende mais.
Ver a fonteMarto, V. C. O., Akama, A., & Pelicice, F. M. (2015). Feeding and reproductive ecology of Cichla piquiti within its native range, Lajeado reservoir, rio Tocantins basin. Neotropical Ichthyology, 13(3), 625-636.
O que diz: Peixe apareceu em 92,7% dos estômagos e representou 99,6% do volume, com pelo menos 19 espécies diferentes. A preferência é por presa pequena: a maioria dos peixes tinha comido algo com menos de 10 cm.
O que não diz: É estudo de dieta, não de captura. O tamanho da presa é informação útil sobre porte de isca, não promessa de fisgada.
Ver a fontePeretti, D., & Andrian, I. F. (2008). Feeding and morphological analysis of the digestive tract of four species of fish from the upper Paraná River floodplain, Brazil. Brazilian Journal of Biology, 68(3).
O que diz: Peixe representa 81,7% da dieta e camarão 17,8%. A traíra engole a presa inteira, com dentes caninos adaptados a isso.
O que não diz: Planície do alto Paraná, e é estudo de dieta, não de captura. O camarão com 17,8% é achado da fonte, não recomendação nossa.
Ver a fonteGaletti, M., Donatti, C. I., Pizo, M. A., & Giacomini, H. C. (2008). Big fish are the best: seed dispersal of Bactris glaucescens by the pacu fish (Piaractus mesopotamicus) in the Pantanal, Brazil. Biotropica, 40(3), 386-389.
O que diz: Na cheia, o item mais importante da dieta foi o fruto da palmeira tucum, encontrado em 73% dos 70 peixes coletados. Quanto maior o pacu, mais sementes inteiras no trato digestivo.
O que não diz: Pantanal, época de cheia, e uma palmeira específica. Mostra que fruto é comida natural do pacu naquele contexto; não diz que qualquer fruto funciona como isca o ano inteiro.
Ver a fonteLucas, C. M. (2008). Within flood season variation in fruit consumption and seed dispersal by two characin fishes of the Amazon. Biotropica, 40(5), 581-589.
O que diz: Consumo de fruto pelo tambaqui na planície do baixo Amazonas, com o fruto dominando a dieta durante a cheia e variando conforme o nível da água dentro da própria estação.
O que não diz: Baixo Amazonas, época de cheia. O tambaqui come fruto na cheia e outra coisa na seca: a indicação de fruto tem estação, e isso precisa aparecer na tela.
Ver a fonteTran-Duy, A., van Dam, A. A., & Schrama, J. W. (2012). Feed intake, growth and metabolism of Nile tilapia in relation to dissolved oxygen concentration. Aquaculture Research, 43, 730-744.
O que diz: Documenta que a tilápia reconhece e ingere ração, e como essa ingestão varia com o oxigênio da água.
O que não diz: É estudo de criação, não de pescaria. Mostra que ração é comida que ela reconhece — que é a origem honesta da isca de ração em pesqueiro. Não diz nada sobre fisgar de anzol.
Ver a fonteDick, A. (2019, 22 de janeiro). Tralha para pescar tucunaré-açu. Revista Pesca & Companhia.
O que diz: O autor descreve o uso de iscas de hélice e de zaras para tucunaré-açu: "embora os ataques mais explosivos geralmente se deem com as iscas de hélice, gosto muito de utilizar as iscas do tipo zara, pois costumam ser bem produtivas e também cansam menos".
O que não diz: É relato de prática de um autor identificado, não estudo de captura. Descreve o que ele usa e prefere; não compara eficácia de forma controlada nem vale como regra geral.
Ver a fonteMitsushi, G. N. (2019, 5 de setembro). Pescaria de tucunaré com jerkbait. Revista Pesca & Companhia, edição 295.
O que diz: O texto trata de "tucunarés azuis e amarelos (Cichla piquiti & Cichla kelberi)" e descreve o uso de jerkbaits de barbela mais longa, que chama de artificiais consagradas, e de iscas tradicionais como as clássicas zaras e sticks.
O que não diz: É relato de prática, não estudo de captura. Nomeia a espécie, o que é raro nesse tipo de fonte, mas não mede eficácia nem estabelece condição.
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